Novos planos, novos caminhos, tudo novo! Assim, nos sentimos diante de um novo ano. Como se a sequência dos dias nada significasse e, agora, diante de um novo número, tudo tivesse um novo sentido.

O que significa um novo ano para quem continua com os mesmos problemas? O doente, que acordou no novo ano, ainda doente? O faminto que não saciou sua fome só porque o ano mudou?  O solitário, que acordou sozinho em 2018? O aluno que reprovou e terá que “repetir o ano”… Vejam que simbólico! Repetir o ano, significa que, para ele, não há ano novo? Afinal, “não passou de ano”!

O dicionário define esperança como “a  espera baseada na possibilidade de que um desejo se torne realidade!” (Dicionário Online de Língua Portuguesa)

Quais são os desejos que temos para o novo ano? O que move nossa vida? O que nos faz esperar, ou, quem sabe, “esperançar”?

Diz-se da esperança que é a última a morrer! Talvez,  porque ela esteja associada à utopia, ao desejo de ver o que sonhamos se tornar realidade.

Mas, e o aluno que vai “repetir o ano”? Como motivá-lo a ver o novo? Como compreender o sentimento de “não passar de ano” e resignificá-lo?

Eis aí uma tarefa para a Psicopedagogia! A psicopedagogia é uma aliada na proposição de novos caminhos para a melhoria da aprendizagem daqueles/daquelas que fracassam  na educação formal. Cabe a ela a criação de estratégias de aprendizagem para resgatar neste sujeito ferido pelo “repetir de ano” a alegria e o prazer de aprender, de construir autonomia e conhecimentos capazes de fazê-lo “cumprir o ano” e “esperançar” o ano novo!

Feliz Ano Novo!

Contribuição da Psicopedagoga Valéria Franz Bock